segunda-feira, 18 de abril de 2011

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

O processo geral do saber

A sociedade evolui e aprende a se organizar e não mais sobreviver, mas viver em contato e domínio sobre a natureza. As técnicas desenvolvidas para isso são consideradas saberes que são transmitidos desde a família (onde é ensinado e aprendido, até mesmo por inércia, o dito saber “popular”, onde se desenvolve o senso comum transmitido a todos igualmente e predominante para mulheres, crianças, servos e escravos – classes desprivilegiadas e desprovidas do saber científico ensinado inicialmente aos homens nos estabelecimentos de ensino, confrarias e nas escolas), entidades e estabelecimentos de ensino onde, além de saberes agrícolas e domésticos começam a ser ensinados outros tipos de saberes e atividades destinados a grupos específicos – e é aí que o ensino e a educação começam a se dividir entre os membros da sociedade e sua classe social.
Em uma sociedade de base capitalista o poder econômico define e, por dividir, concentra o poder e os direitos, como o direito à educação e ao saber, à poucos privilegiados dessa sociedade.
Então, coexistem os saberes: popular e científico, comprovadamente eficazes, cada um com a sua particularidade na aplicação e transmissão dos conhecimentos mais diversos buscando uma conciliação desses dois saberes.
Desde as sociedades, egípcia e grega observamos o saber concentrado e unido ao poder. Houve ao longo dos anos e dos séculos uma divisão social e econômica em classes que corresponde a uma divisão do saber. O saber era coletivo (isso se origina e se mantém nas sociedades chamadas “primitivas”) e hoje, após a divisão geográfica (países desenvolvidos e subdesenvolvidos), social e econômica do saber, busca-se uma educação igualitária, busca-se alcançar novamente as classes desprivilegiadas para que tenham acesso à educação da qual foram privadas durante a evolução da história e da sociedade.

O que é sociologia – o surgimento (Carlos Benedito Martins)

A sociologia surge, sob idéias iluministas, como um repensar sobre a situação da sociedade, um questionamento racional contínuo e até mesmo filosófico ou como uma resposta às situações impostas que são “injustas” sob o ponto de vista social, vem como uma não aceitação dos padrões, do dito “oficial” – é a busca revolucionária de alternativas e caminhos para essa sociedade evoluir, mudar.
É o estudo da sociedade enquanto grupo através de métodos como a indução, a observação, a experimentação e o acúmulo de dados – baseado na análise crítica e no combate à organização da sociedade em todos os seus eixos (família, religião, moral, educação, etc.).
Sociologia é a busca da liberdade do pensamento racional, fora dos mitos e paradigmas enquanto alavanca para o desenvolvimento e transformação dessa sociedade.